O diagnóstico – Parte II

“É claro que aquele fim de semana nao foi normal.”

Alguns dias se passaram, era uma terca-feira, 18 dezembro de 2012, eu nao sabia mas, estava prestes a receber um diagnóstico que mudaria a minha vida. Assim como naquela sexta-feira, estava muito frio e a neve ainda cobria cada cantinho da cidade. Passavam das 17 horas quando o telefone tocou, meu esposo atendeu e parecia, por alguns instantes, ter perdido a voz…

…Minutos depois, ele sentou-se ao meu lado e disse: – “Amor, precisamos ir ao hospital amanha”, eu imediatamente perguntei o que estava acontecendo e com um olhar triste, ele me contou que havia recebido, por telefone, o resultado da biópsia e que infelizmente, era câncer! … … Câncer? Como assim? … Por mais que eu nao quisesse acreditar, eu estava com câncer de colo do útero! Naquele instante eu perdi o chao e ao mesmo tempo, senti o peso do mundo, desabando sobre a minha cabeca… Sobre as nossas cabecas.

Lembro-me que a primeira coisa que fiz foi perguntar para o meu esposo se eu iria morrer… E ele me respondeu:  “- Nao! Você nao vai morrer! E olhe só, você nao esta sozinha; Eu estou com você e juntos vamos enfrentar tudo isso!”. Como se nao bastasse o fato de eu estar doente, comecei a me perguntar: “Como vou contar isso para a minha mae?”; vou dizer: “Mae, eu estou com câncer”? …Nao era tao fácil…  e eu desabei e chorei… chorei muito… .

Na manha seguinte fomos ao hospital e eu fui novamente avaliada… eu nao aguentava mais tantas pessoas “me olhando”. Mas, aquela manha ficou registrada, aliás, nao me esqueco de uma das perguntas dos médicos:  “- Vocês querem ter filhos?”; Kai me olhou e prontamente respondeu: “Nao! No momento a única coisa que me importa é a saúde e vida da minha esposa”… Enfim, saimos do hospital com varios exames pré-operatórios agendados e com a data da cirurgia definida. Infelizmente, a agressividade do câncer nao nos dava tempo e quanto mais rápido tudo acontecesse, melhores seriam as minhas chances.De lá, fomos para a casa dos meus sogros e ali, pela primeira vez, eu vi meu esposo desabar e tive a certeza de uma coisa: Eu realmente nao estava sozinha.

Aquele final de ano foi diferente, nossa casa ficou triste e nós nao tinhamos muito o que comemorar. A minha tristeza era aparente, eu nao queria fazer mais nada, eu chorava todos os dias. Naquela mesma semana, minha sogra havia me presenteado com um pinheiro de Natal, que estava encostado em um cantinho da casa. Kai o colocou no suporte e eu passei horas ali, decorando aquele pinheiro de natal e assim, consegui manter-me distante dos problemas e isso, sem dúvida, me fez muito bem.

Meu primeiro pinheiro de Natal

Meu primeiro pinheiro de Natal

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6 comentários sobre “O diagnóstico – Parte II

  1. E prima quando eu recebi a noticias chorei muito, mas logo em seguida comecei uma corrente de oração pela sua saúde e logo fui percebendo com Deus lhe deu tanta força para lutar e vencer as suas dificuldades!
    Aqui estou relembrando e me emocionando novamente.

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  2. Fran já te disse que não sou fã de leitura. .Mas amo ler os seus depoimentos por agente sente tudo que vc passou e incrível. .. Por isso choramos juntos e ficamos alegre também . Deus eh fiel não se esqueça disso

    Curtido por 1 pessoa

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